Que saco é tão difícil começar a escrever alguma coisa.
O início é sempre estranho.
Eu to tentando achar uma forma de falar sobre vida social, calma ai...ééé.
ACHEI! Ei Bruno, me empresta o teu celular pra eu mandar uma mensagem? A minha amiga tem prova da OAB amanhã e eu preciso avisar ela que foi cancelada. Ok Cátia, torra os meus créditos mesmo.
O meu hypismo, o meu alternativo começou em 2006, quando embaixador ainda era o cara que fica na embaixada e stylist ainda era o cara que desenhava roupas.
Vamos lá! Luzes no céu, o door está na porta? Catita? Lord? Kuja? Padre? Felipe Yukio? Marcolino? Victor Vasconcelos?
PORRA CADE O NICK? Chama a Kelly galera, o caixa precisa abrir! Tudo pronto.
http://www.youtube.com/watch?v=6yikNhPh9n8&feature=related
Nos bons tempos de 2006/07, pra começar, divulgador era um nome nobre, dado somente a quem era influente, e influência passa muito longe do que pode se dizer que hoje seja alguma coisa, ser influente é parar na Augusta e falar, porra to indo pro Madame Satã, e todo mundo ir atraz de vc. Ser influente nem sempre é ser querido, quando surgiu a bubbaloo, na qual eu fui um dos criadores, ser influente era ser querido, vc dançava com todo mundo, vc abraçava todo mundo, vc era bem quisto por todos. Hoje em dia, existe 456.789.122 divulgadores de festas.
E sabe, nenhum deles é influente, em merda nenhuma. São todos parte de algum "clã" que vira uma "familia" que vira logo menos, um monte de gente que se odeia.
Nos temos de ouro do rolê, era assim, (nos que eu vive pelo menos), porta da boate, todo mundo chegava bem cedo, bebia até morrer, entrava, dançava JUNTO, se divertia junto, sem distinção de bandeiras, familias de nada.
A galera se pegava de outra forma, por ex, hj em dia vc vai na matine pra que mesmo? Pra pegação, pq a pegação é o que há. Mas pera ai, que graça tem isso, sem a mágica que havia antes?
Foi se o tempo aonde se pegar era algo do demonio. Levar alguem pro canto do Hotel Cambridge, ou mesmo fazer pegação a 3 no último banheiro de baixo do Salvador Dali. Foram tempos mágicos, aonde a pista era pra dançar, as colunas pra se exibir, aonde a música era apreciada, as batidas aproveitas.
Vc quer bater cabelo? Dançar no Poli? Rebolar o seu rabo num queijo? Vai pra Freedom beibe. Aqui não. Aqui não existe palco, não sei quem foi o babaca que colocou um palco numa matine.
O legal de uma festa, é vc ir, se divertir, dançar, suar até o inferno, pegar exatamente o que vc queria e quem vc queria, e melhor, depois de fazer isso, vc sai dali cheio de novos amigos, e na semana seguinte, vc junta as moedinhas pra ir de novo, pq esse é o legal.
Role, tem prazo de validade, poucos sobrevivem de uma geração pra outra, tivemos o tempo dos 41, pra depois ter o tempo novo Atari, o tempo da The Boy, o tempo da Fuxxie, Neverland e Bubba se matando, as Ruffinis, dai pra frente pra mim é lixo.
Tempos aonde haviam impérios de pessoas. Passar de um role pra outro exige conhecimento do que vc esta fazendo, exige de vc ser um bom jogador, e acima de tudo, escolher, se vc vai ser um anjo e o cara maroto, ou um filho da puta. Mané não sobrevive a virada do role.
As viradas do role acontecem em 2 épocas do ano, Janeiro e Julho, isso acontece por dois motivos, em julho, por uma seleção natural que acontece SEMPRE. E em janeiro pq as pessoas crescem. Ráá!
Mas algumas crescem e se mantem ali. Afinal, que não conhece a Catita? Quem não me conhece? Quem não conhece sei lá, o Guiloo, o Brendy, pessoas que estam no role desde o Bocage, e tem o respeito pelo menos da sobrevivencia.
Vc tem que ser diferente em algo. E no começo disso tudo, hypismo não era sei lá ser door de algum lugar ou vc fotografar alguma coisa, hypismo é ser influente na galera, ter admiradores e ser invejado.
E conseguir olhar em volta e falar porra, metade das pessoas aqui, gostariam de estar andando com a gente. (Catita vai lembrar disso)
Ser hype, é arrastar todo mundo pra algum lugar, é ser bom demais pra ser amado e ruim demais pra ser odiado, é ter o poder de ser mau falado e ter o poder de chegar num lugar e ser comentado e jamais enfrentado. É chegar, causar, dançar, se divertir, sentir a vibe e impressionar. Mas ninguem impressiona pintando cabelo de branco (só o wanni), ou sei lá indo de travesti pra boate.
Gritar, fazer palhaçada, manter a linha faz de vc diferente.
E quando a melhor música da festa tocar, vc vai precisar de expectadores.
Pra garantir que a sua vibe seja eleita a vibe da noite.
É lamentável que hoje em dia, um divulgador ou um X qualquer vire door de uma festa, ou dj de uma festa.
Djs sentem a pista, nascem pra isso, ai vem um emo e toca a lady gaga a noite inteira e acha que é muito incrível, não, calma ai. Não é assim. Na minha Bubba, tinha uma musica que quando tocava, a boate parava. (http://www.youtube.com/watch?v=zoMYU_nOGNg&feature=related) e todo mundo sentia a coisa boa que vinha daquilo. Era cerca de 100, 200 AMIGOS, a bubba tinha o que, 20 30 promoters que nao entregavam um flyer, mas que iam de guarda chuva buscar a galera no anhangabau e na entrada vc comia bubbaloo, havia carinho, respeito, havia vibe.
Eu não vou entrar na historia das festas agora, pq nao é esse o foco, o meu começo de blog é pra vc entender o seguinte, vc é RICA? Vc tem alergia a pobre? Vc não compra na Renner ou na C&A pq vc é HYPE? Vai tomar no cu vai.
Hypismo é olhar de cima, idependente de classe social, de roupas, é olhar de cima, hypismo é vc ter o poder de olhar pra todos os seus amigos e dizer que vc tem amigos. Que vc tem. Que vc pode. É alcançar objetivos, ser um promoter foda, é buscar um cliente duma festa no metro, pq a partir daquele dia vc descolou um cliente, e quem sabe uma pegação. Hypismo é não se revelar numa boate, se revelar como pessoa.
Hypismo vai mt alem do que um role na augusta pós Converse, bebado.
O role está destruido, acabado e morto.
Em decadencia.
Este é o primeiro post de uma série.
Então, take easy, no stress!
See ya! =)
ABALOU BANGU BABY e eu sinto falta de como era antes, isso eu sinto mesmo =/
ResponderExcluirEnfim, passamos por muita coisa juntos e é inevitável nao te amar ainda ne?
parabens (L)