Todos os nomes aqui citados são criados para evitar o constrangimento de envolvidos. Ou melhor, para evitar publicidade desnecessária, quem tem que saber, sabe.


domingo, 28 de novembro de 2010

O dia nasceu, vamos fechar a nossa comanda.


A euforia como todos nos chegamos ao apto de Mari Falconieri, Math Maciel e Amanda é lúdica.
A casa dos pseudo hypes, lar dos inúmeros encontros, das fofocas e de metade do décimo quarto batalhão da policia militar do distrito de Santo Amaro, recebeu nestes 2 meses no qual eu freqüentei este ambiente, sei lá cerca de 100 pessoas, de diferentes lugares, raças, sexos e distinções.

É difícil pra mim como freqüentador recente até classificar como tudo isso pode ter acontecido. Talvez eu consiga classificar como jornalista, e neste post, nada pessoal do meu blog, em nome das pessoas maravilhosas que eu conheci neste meio tempo, eu vou fugir um pouco de todo o contexto do meu blog e falar do décimo andar, e do apto que abrigou inimigos mortais, velhos amigos, futuros amantes, antigos namorados e acima de tudo, trouxe para nós hoje, num domingo um tanto quanto triste, a hipocrisia de pensar o quanto complicado, por mais que seja tão bagunçado e maluco, tudo isso nos fará falta.

Relatar quantas coisas malucas aconteceram neste apto é até complicado, logo no primeiro dia que eu fui por ali, na altura do numero 200 e alguma coisa da rua Luis Correia de Melo, uma legião de pessoas, aguardavam junto a policia militar a oportunidade de subir, ao The Square, a sempre muito querida Mari Falconiere, no seu ato impulsivo maluco de publicar a festa em meio ao twitter, deu entrada para milhões de pessoas que ninguém siquer tinha conhecimento de quem eram. E a hoje eu posso compreender que a vontade era de que todos estivessem ali dentro, de que todos podessem entrar, não menos, afinal, 100 pessoas para entrar em um apto, era complicado, na segunda chamada da viatura da PM, ouvesse ao longe, “Vamos formando fila ai, quero o RG de todo mundo, quem é – de menor-?”, neste momento ali, todos nós se tornamos iguais, na fila, de Zecsinho a Quinho de La Rosa, de Lucas Dannvie a Bruno França, todos com um propósito, único, subir ao evento da noite.

Logicamente, acabando tragicamente, todos com a sua boa e velha consciência não subiram, mas ninguém imaginaria que ali se tornaria pelo menos pra mim, palco de um espetáculo de adversidades, encontros e tantos encontros bons e inusitados.

Semanas e semanas se passaram, e a minha freqüência, assim como a freqüência de pessoas muito queridas, de globais a sem tetos, viraram freqüentes. E de forma sempre humilde, por mais que competitiva todos nos sobrevivemos.

Sobrevivemos com 200 caixas de pizza do Habbibs por dia, sobrevivemos a demora do China in box, a tristeza de ver alguém ir embora, sobrevivemos a ver amigos nos abraçar ao se dispedir e irem, e nos deixarem.

Por ali passaram, pessoas, de todos os lugares do Brasil, do Sul, do Norte, do interior, milhões de culturas, adversidades e personalidades e gênios.

Quando olhamos tudo isso de longe, e pensamos sei lá, que mais de 20 pessoas eu acho já dormiram naquele apto, onde lugar, sempre tinha mais um, e que o companheirismo por mais que as vezes indesejado ou praticamente impossível de acontecer, acontecia.

Ali pessoas se apaixonaram, pessoas brigaram, pessoas aprenderam a se respeitar, e a ver que todos nos temos um determinado limite.

Eu não gosto de citar nomes do meu blog, então vou citar somente os dos nossos anfitriões, Math Maciel, Mari Falconieri e Amanda, mas quem viveu ali, sabe de cada detalhe intenso de uma pequena parte de nossas vidas que vai ser, eterno.

Marcas registradas de pessoas que estiveram ali, sem deixar um dia, aquela casa sem comida, que dedicaram o seu tempo, dinheiro e companheirismo a não deixar nenhum dos amigos, e até inimigos passarem dez segundos de fome.

A quem chorou de ver que 2 semanas ao lado de todos nós, eram eternos, e quem queriam nunca mais sair dali, chorando no meu colo, lembrando eternamente de td que ficará eternamente na memória de todos nós.

O Ed. The Square, foi alvo de todos os esquentas, de todas as noites, de gente muito gringa, Todos ali eram famosos, gringos, especiais, fodas, invejados, superiores e mereciam estar ali.

Hoje, um domingo de céu lindo, as vésperas do finzinho do ano, depois de, claro, muito abuso e de muita bagunça, nós vamos se despedir do The Square.

Com a certeza de que tudo que foi cultivado ali, se prolongue, ou não, por mts e mts anos, e que o próximo ponto de encontro da galera, seja exatamente como esse, com cada minuto de detalhe.

É com um enorme aperto, meu, que não custumo me sensibilizar com nada, deixo o meu muito obrigado, aos nossos queridos, Math, Mari e Amanda, na esperança de que o caminho de vcs brilhem muito, e que logo menos vcs estejam de volta ao nosso convívio.

Afinal, todos nós, vamos ver muito isso na noite, e vc sempre pode pegar a sua comanda, fechar, e ir, ou abrir a sua comanda, e se dar ao luxo de estar junto, das pessoas mais incríveis que se pode estar, C’La Vi!