"Hoje eu me vinguei. Na esperança de acalmar a raiva e a angustia de um sentimento meio que reprimido. Entre o gosto doce do veneno amargo, entre milhões e milhões de opniões. Entre as inúmeras possibilidades de poder que eu tenho, eu acabei cedendo a um prazer imenso em tirar alguma coisa que chamasse a sua atenção. Esperar que você se arrependesse, esperar que você pudesse ser melhor que isso, esperar que você fosse voltar atras e arrumar tudo. Esperar pra que? Você não tem qualquer obrigação de nada disso. Quando olhamos a sua volta conseguimos notar a sua sincera áurea de paz, e por trás disso, se esconde alguém completamente carente e necessitado de uma atenção inóspita e desesperada. Tanto que tive que sentir o gosto da sua vulgaridade, do seu ar de promiscuidade, em encerrar no sábado e transar com alguém no dia seguinte, sem qualquer sombra de remorso, só pra que você pudesse sentir-se desejado ou amado. Mesmo que um carro importado e algumas notas de cem fossem o suficiente pra você, você ainda precisava demais do que isso. Precisava de alguma coisa que realmente pudesse demostrar a sua necessidade de ter alguém ao seu lado, querendo você. Em vão, me esquivei da culpa e do sentimento de angustia ao tentar de qualquer forma tirar aquilo e você da minha cabeça, depois de meses agüentando a sua falta de tempo, a sua falta de amor, de sentimento. A sua frieza de contato, a sua postura humilhante, e com o tempo acabei vendo o quão podre você era. E o quanto a sua postura merecia só o meu desprezo. O quanto qualquer favelado que eu encontrasse ou que já tivesse sido parte da minha vida, era mais digno de qualquer coisa do que você. E naquele momento, em fogos no céu, entre nuvens claras, e sob uma garoa fina, eu me dei conta do quanto eu gostava de você, mas o quanto mais do que isso, desprezava a sua vida mesquinha, mentirosa e fútil. Me dei conta de o quanto você havia destruído a minha volta, e em mim mesmo, e simplesmente ao som de vozes caladas, sob uma perspectiva de um futuro melhor, e um falso moralismo inerte, eu simplesmente olhei pra trás e entendi suas mentiras, suas histórias mau contadas, as suas intrigas desprezíveis. E me senti melhor. Mas isso tudo seria lindo, se eu fosse uma menina da quinta séria do colégio, e achasse que tudo passa, e que coisas boas são de momentos e coisas ruins são parte da vida para que a gente aprenda. No delírio da minha indignação pela sua atitude mesquinha e aproveitadora, eu me vinguei, me vinguei com todas as armas que durante tanto tempo, eu te salvei, usei tudo que eu podia pra te devolver a realidade de uma pessoa egocêntrica, fracassada e pobre, não de dinheiro, mais de espírito. Com o caráter de uma planta e uma frieza calculada, você escolheu brincar com quem um dia te tirou do chão, e te ensinou a andar. Só que nós sempre ensinamos as pessoas, aquilo que nós queremos que elas aprendam, e eu não te ensinei a ser um filho da puta, eu te ensinei a ser alguém. Porque um filho da puta, a vida me ensinou a ser. Nas inúmeras vezes que você me disse que eu seria um pai pra você, você exilou, porque você nunca foi um filho pra mim, e se fosse, hoje eu não teria palavras diferentes, se não dizer, que você foi a maior decepção da minha vida. E que isso não quer dizer que eu ainda ame você, ou que eu ainda goste de você, isso só me diz o quanto apostar tudo que você tem em alguém, é um desperdício de tempo, e que as pessoas precisam provar pra si mesmas, aonde elas podem chegar. Porque esperarmos algo de alguém é sempre uma dúvida e nunca uma certeza. A vingança não me trouxe satisfação, mostrar ao mundo o que você era de verdade, não me deixou mais feliz, nem me fez rir de você, aliviou o meu evo, talvez tenha melhorado o meu humor. Mas entre as sujas palavras que você usa pra promover a sua jovialidade, em troca de status, eu me atingi, e me senti um lixo, mais do que enganado, talvez traído. Mas isso tudo é irrelevante pra mim, esse desabafo, é única e exclusivamente para aliviar a minha sensação de peso na consciência. Porque só deus e eu, e obvio, você, sabemos o que você realmente merece, nada. Sequer a atenção de uma vingança.
Eu ainda espero o melhor. Porque quem somos nós pra não esperarmos, e como vamos acordar no dia seguinte, sem aquela sensação de missão comprida, se não esperarmos, que no dia seguinte, alguém esteja esperando uma ligação, uma mensagem, uma comida ou uma chupada. A mínima relação de afeto, simplesmente define o fato de que esperamos, e o esperar é gostoso, tem tato, é uma forma, de esperança.
Isso tudo, é só entretenimento, ninguém aqui, trabalha com caridade, esperar algo em troca, não é justo, é pagamento. E eu geralmente, cobro caro."
;)
Eu ainda espero o melhor. Porque quem somos nós pra não esperarmos, e como vamos acordar no dia seguinte, sem aquela sensação de missão comprida, se não esperarmos, que no dia seguinte, alguém esteja esperando uma ligação, uma mensagem, uma comida ou uma chupada. A mínima relação de afeto, simplesmente define o fato de que esperamos, e o esperar é gostoso, tem tato, é uma forma, de esperança.
Isso tudo, é só entretenimento, ninguém aqui, trabalha com caridade, esperar algo em troca, não é justo, é pagamento. E eu geralmente, cobro caro."
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